quarta-feira, 25 de junho de 2014

Sobre as ligações telefônicas


Quando falo com você ao telefone, sinto-me eufórica e pacífica. Porque gosto muito de ouvir sua risada e de saber que a tem comigo; gosto quando trata ironicamente minha obviedades; gosto da sua respiração em meu ouvido; gosto do seu oi inicial e de como sorri ao dizê-lo; gosto de como mudamos de assunto de minuto a minuto; gosto das suas opiniões sempre tão amplas sobre a vida; gosto de cada palavra que diz, embora eu vá esquecendo muitas ao longo da conversa; gosto da sua última promessa: "a gente se fala amanhã de novo"; gosto da nossa (minha?) pequena enrolação antes de desligarmos, e dos três beijos que me deixa, com um "querida" de bônus.

E no final, fico com um sorriso bobo no rosto, fitando a tela do aparelho onde antes tinha seu nome. Essa sensação de felicidade simples e pura fica comigo até eu adormecer.


sexta-feira, 20 de junho de 2014

Sobre a nossa distância



Queria vê-lo agora. Na verdade, não só ver, queria tocá-lo também. Sentar ao seu lado e gravar na alma as palavras que saírem dos seus lábios (porque são suas, e ao dizê-las você as oferece a mim. É o melhor presente que eu poderia ganhar). Ou então ficarmos em silêncio, vendo algum filme (confesso: não sei ficar calada em filmes, sempre comento). Eu sinto a sua falta, é como se você sempre tivesse sido parte de mim. Uma parte distante que nunca pensei em procurar. Até agora. Agora eu sinto a necessidade de estar com você, de beijá-lo, de falar de tudo. De rir de algum comentário seu, rir por nada, rir com a felicidade genuína de estar segurando suas mãos. Eu não pensava que o contato físico era essencial, mas é. É ótimo poder olhar nos olhos da pessoa e ver todas as reações dela, o que não se consegue na internet. Eu quero sentir o seu abraço e ver aquele sorriso lindo que ninguém mais tem. Ser o motivo desse sorriso.

Olha, vou te (me) prometer uma coisa: ainda neste ano, a única distância que existirá será a pausa entre nossas bocas, antes de nos beijarmos.


quarta-feira, 11 de junho de 2014

Cinco Clichês



O beijo, de Gustav Klimt
1.
Todo o meu amor é seu, hoje, sempre, até mesmo quando não me quiser mais.

2.
Você é uma parte minha e eu te tenho diariamente, como num calendário que possui só o seu nome.

3.
Quando eu fico solitária, danço com a sua sombra que ficou em meu corpo, passos e passos com nossas melhores lembranças. Beijamo-nos em silêncio, suas mãos sobre a minha pele, que abre-se para você.

4.
Sonhar com você me traz uma felicidade quase angustiante.

5.
Eu preciso estar do seu lado. Quero descansar no seu abraço. Somente assim me sentirei completa de novo. Ou talvez pela primeira vez.